Eu
resolvi jamais resolver
Viver
na última fronteira
Da
instância derradeira
Tentando
assim me absolver.
Se
o indício me absorver,
Feito
lágrima verdadeira,
Por
impunhar minha bandeira,
Não,
não irei me comover.
Não
me arrependo pelo que não fiz
Mas,
pelo que não tenho acertado
E
assumo que sou culpado,
Réu-confesso
de um erro infeliz.
A
minha consciência me diz
Que,
pelo que tenho errado,
Eu
já mereço ser perdoado
Pelo
erro que não condiz.
Não
condiz com a maneira
Que
me querem ver julgado
Ou,
pelo meu erro, sojigado,
Humilhado
a vida inteira.
Por
isto, enquanto eu viver,
Não
seguirei só o meu nariz,
Indiciando-me
porque desfiz
O
erro de não apenas sobreviver.
Se
erro é tentando acertar,
Tentando
fazer a coisa direito.
Erro,
pois ninguém é perfeito,
Mas,
sujeito ao que lhe imputar.
Assim,
vou tentando juntar
Aquilo
que for imperfeito
E
fazendo tudo do meu jeito
A
coisa, do erro que restar.
Autor:
Abel Alves
Nenhum comentário:
Postar um comentário