Com palavras,
julgamos os nossos representantes e, com “atitudes”, eles nos provam que
estamos certos em nosso julgamento. Todavia, quando falo bem ou mal de certo
indivíduo, as pessoas para quem falo sabem mais de mim do que do
indivíduo de quem estou falando. Mas, não há ausentes sem culpa nem presentes
sem desculpa, é fato e contra fatos não há argumentos. Sendo assim, sob a
premissa de que, quem conta um conto sempre aumenta um ponto, espero obter algum
desconto se esse conto não é do jeito do conto que conto, mas conto. Não é um
conto de fadas, com personagens fictícios e final feliz, pelo contrário, os
personagens são alguns políticos, prefeitos e aspirantes ao cargo, do município
de Paulista que, para chegarem ao poder ou nele permanecerem, usaram, e ainda usam, como programa de
governo denegrir a imagem de seu concorrente ou de seu antecessor, o que
constitui o “Esporte Nacional” de Paulista: Falar mal da vida alheia.
Quem quer fazer
alguma coisa encontra um meio de fazer; quem não quer fazer nada encontra uma
desculpa para não fazer. Em Paulista, o modus operantis dos sanguessugas da
coisa pública, o plano político ou programa de governo, desde que o homem
aprendeu a andar para frente, dadas as peculiaridades, é sempre o mesmo: Falar
mal do adversário, antecessor ou concorrente, sobretudo, em relação ao que ele
não fez ou, se fez, fez errado, com um desejo incoercível de mostrar que é mais
capaz e mais honesto que todos os adversários, antecessores ou concorrentes
juntos. Como prova do que falo e para que sirva de check-up aos meus leitores, apresento
a diferença ou maioria de votos com que cada prefeito eleito no município de
Paulista conseguiu superar seu concorrente, além do enfoque para o entendimento
de tal façanha, como testemunha ocular dos fatos, a partir de Derosse Barbosa
de Almeida até Severino Pereira Dantas.
Ainda é preciso
alertar a todos que se trata de uma situação psicológica na qual o atual
ocupante do cargo de prefeito fala mal e bota toda a culpa de seus fracassos no
antecessor e na oposição e a oposição fala mal e bota toda a culpa de seus
insucessos no atual ocupante do cargo de prefeito. É mais ou menos assim: 3
políticos, acusando-se uns aos outros de serem ladrão, cada qual com duas armas
nas mãos e apontadas para os ouvidos de cada um deles. Nessa briguinha de faz
de conta, só o povo não percebe que ele próprio é quem é a vítima.
DEROSSE BARBOSA DE
ALMEIDA – 1977/1982
Quando Derosse
Barbosa de Almeida foi “eleito” prefeito do município de Paulista em 15 de
novembro de 1976, pela ARENA, obteve apenas 03 (três) votos de maioria em
relação a seu concorrente, Severino Curió, candidato do MDB. É claro que, em
parte, estou interpretando os fatos para apoiar as minhas próprias conclusões
e, neste caso, a minha dúvida honesta e consciente não pode ser considerada um
crime ou mesmo uma tentativa de fraudar a verdade. Um dos porquês de Derosse
Barbosa de Almeida ter obtido apenas 03 (três) votos de maioria em relação a
seu concorrente, Severino Curió, candidato do MDB, foi que Derosse não tinha um
Plano de Governo para apresentar à sociedade e também não podia falar mal de
Pedro Félix de Medeiros que, por sua vez, fora eleito com 668 (seiscentos e
sessenta e oito) votos de maioria em relação a seu concorrente. Derosse Barbosa
de Almeida era do mesmo partido político de Pedro Félix de Medeiros, ARENA e,
por isto, quase perde a eleição para seu concorrente, Severino Curió, candidato
do MDB. Mas, aí, segundo palavras do Padre Solon Dantas de França, além, de
várias outras testemunhas, ocorreu outro evento típico da política de Paulista:
Severino Curió, que é tio de Severino Moura de Lima, atual vice-prefeito de
Paulista, já festejava a vitória sobre Derosse por 02 (dois) votos de maioria,
quando entrou em cena o errado juiz de Direito João Targino, irmão de Tereza
Cruz, que era esposa de Dario Barbosa que vem a ser irmão de Derosse Barbosa de
Almeida. Segundo relatos do próprio Severino Curió, o juiz João Targino
procedeu a uma nova contagem dos votos e, dessa feita, o candidato Derosse
Barbosa de Almeida foi “vitorioso” com 03 (três) votos de maioria em relação a
seu concorrente. Depois do ocorrido, o candidato “derrotado”, Severino Curió, partiu
para Goiânia/GO, prometendo nunca mais na vida regressar a Paulista.
Se a eleição em que
Derosse Barbosa de Almeida foi candidato acabou sendo roubada, não se sabe. O
que se sabe é que houve margem para a interpretação dos fatos da forma que está
sendo feita. Quando há um mar de corrupção fica difícil de saber quem são as
vítimas do afogamento. Até os que conseguem sobreviver, mesmo remoídos pela
culpa, tanto podem ser os heróis como as vítimas da história e, também, podem
ser vítimas e heróis ou heróis e vítimas na mesma trajetória de pessoas
públicas. Ah, o poder é podre, mas é o poder: Uma delícia putrefata ao paladar
dos carniceiros e, dentre os que buscam sobreviver politicamente, qual dos
abutres que não quer sua parte da carniça?
PADRE SOLON DANTAS DE
FRANÇA
Entre vítimas e
abutres, vitoriosos e derrotados, vilões e heróis surgiu um novo personagem
que, com suas falhas e virtudes, foi o maior homem público que Paulista já
teve: Padre Solon Dantas de França. Ele pretendia ser o ícone da política de
Paulista, o que acabou conseguindo. Mas, dentre tantos benefícios que trouxe a
este município, como escola, hospital etc, ele foi um grande disseminador da
mentira, da desunião, da rivalidade, do ódio e do rancor entre os munícipes.
Era um grande ditador, mafioso e mentiroso e, tendo a política como um negócio,
dizia que mentir em negócio não era pecado. Padre Solon não gostava de pobres e
perseguia quem não fosse de seu partido, a exemplo do casamento de Vicente de
Natércio que o Padre Solon recusou-se a fazer simplesmente porque os noivos, Vicente
e Glória, eram de outro partido político. Outro episódio bastante conhecido em
que o Padre Solon o promoveu e deu uma de vítima para se dá bem, ocorreu em
1982, mais precisamente, no dia da missa de Amélia de Pidor de França, quando,
para botar Sabiniano na mídia, já que Sabiniano era o candidato a prefeito de
Paulista apoiado pelo Padre, ele inventou que o então prefeito, Derosse Barbosa
de Almeida, iria matá-lo dentro da igreja de São José durante aquela missa. O
cunho de verdade que há nesta história é que um dos defensores políticos do
Padre Solon matara um galgo pertencente ao então prefeito de Paulista, Derosse
Barbosa. Este, por sua vez, tinha um parente, Carrinho, que não abria nem mesmo
para o trem carregado de pólvora com um doido em cima fumando um charuto,
disposto a assistir a missa e enfrentar a situação que se apresentasse. Ouvindo
as palavras, o pedido de proteção e de socorro do vigário, todos os seus
“fiéis” e partidários foram assistir a missa armados até os dentes para
executarem Derosse Barbosa em plena igreja de São José, caso Derosse Barbosa
apenas olhasse diferente para o Padre Solon naquele dia. Ainda bem que o
derramamento de sangue naquele dia não aconteceu.
SABINIANO FERNANDES
DE MEDEIROS – 1983/1988
Uma mentira tantas vezes
repetida não se torna uma verdade, mas uma mentira ainda maior. O padre
político pode ter colocado sua alma no inferno ao disseminar uma mentira tão
grande acerca de Derosse Barbosa, mas, por meio daquela mentira em que todo
mundo acreditou ou daquela verdade que todo mundo ignorou, ele conseguiu
reverter a situação política adversa e seu candidato a prefeito, Sabiniano
Fernandes de Medeiros, foi eleito com 512 votos de maioria em relação a seu
concorrente. Também, naquele momento político, dentro da proposta política de
um candidato a prefeito que é falar
mal da vida alheia, Sabiniano foi muito eficiente ao colocar o apelido de
“Burro Catolé” em Derosse Barbosa de Almeida e dizer para todos os eleitores
que Derosse Barbosa era um velhaco que não tinha confiança para comprar um fósforo
queimado no
comércio.
Como Paulista é a cidade que tem mais idiota por m² de todo o universo, não
precisou de mais nada. O plano político de dizer que o antecessor, Derosse
Barbosa, era o “Burro
Catolé”, além de ser muito velhaco, deu certo e, em homenagem
ao Padre Solon, todos foram participar da passeata da vitória vestidos de
batina. Para o vigário, aquilo tudo era o ó do borogodó. Foi ali que ele se
sentiu o rei absoluto de Paulista e podia fazer tudo de bom e de ruim, pois
todos o apoiavam em suas façanhas e facetas.
Durante aquela
administração, houve uma serie de desentendimentos políticos entre o
egocêntrico Padre Solon, que queria porque queria ser o centro das atenções
que, apesar de ter nojo de pobres, era mesmo, e Sabiniano, que queria provar
que quem mandava em Paulista seria ele, o prefeito, e não um padre mentiroso
que incentivava a violência para alcançar um objetivo. Como a verdade é filha
do tempo e não da autoridade, tanto Sabiniano como os demais prefeitos que
foram eleitos com o apoio do padre, não podiam administrar a cidade porque,
sempre que o Fundo de Participação do Município era depositado na conta da
prefeitura, o Padre Solon mandava um recado para que o prefeito mandasse-lhe
dinheiro para ele, o padre, pagar suas contas. Todavia, o que o Padre Solon
fazia com esse dinheiro público era comprar votos da população mal informada. O
prefeito é que se virasse para encontrar uma maneira de legalizar aqueles
desvios de verbas públicas.
DR. ABINETE VIEIRA DE
ALMEIDA – 1989/1992
Em 1988, na primeira
eleição de Dr. Abinete Vieira de Almeida, o coro comeu em Paulista. Sob o axioma
de que a língua é o chinelo da bunda, o traidor, o farrapo de ser humano a ser
banido da face da Terra era Sabiniano Fernandes de Medeiros que não aceitara
ser fantoche do vigário político. Ainda sob o efeito hipnótico da dominação
psicológica e psicopata do Padre Solon, a maioria da população de Paulista o
seguia até mesmo para o inferno, se preciso fosse, e terminou por eleger Dr.
Abinete Vieira de Almeida, em 1988, com 288 votos de diferença para o candidato
da oposição, Dr. Carrinho que, dessa feita, recebia o apoio de Sabiniano. Foi
em 1988 que votei pela primeira vez. Para prefeito, votei em Dr. Abinete e,
para vereador, votei em João Ferreira.
JURANDIR DE FRANÇA
DANTAS – 1993/1996
A efervescência
política em Paulista, para o pleito eleitoral de 1992, chegava-se no ápice mais
absoluto do desrespeito pela pessoa humana. Chegou-se ao ponto extremo de
divulgarem uma carta anônima, dizendo que o Padre Solon seria, além de ladrão,
viado (homossexual) e que mantinha um caso de homossexualismo com Raimundinho,
filho do já falecido Chico Escrivão, Francisco Martins Lopes. Essa carta
encontra-se no Arquivo da Vara da Justiça Eleitoral da Comarca de Pombal/PB
como peça do inquérito promovido para “descobrir” seus autores e restabelecer a
honra e a dignidade do Padre Solon, coisa que não era fácil, pois, à época,
pessoas diziam que foi o próprio padre que divulgara a carta para que seu nome
não fosse esquecido na cena pública; quando outra corrente de pessoas dizia que
a tal carta anônima fora escrita pelos opositores do padre. O que se sabe até
agora acerca da referida carta anônima é que ela foi escrita para denegrir a
imagem de um padre corrupto ou para a promoção de um padre ainda mais corrupto.
Como não se podia falar mal da administração
de Dr. Abinete Vieira de Almeida por pertencer à mesma corrente política, às vésperas
da eleição de 1992, o Padre Solon saiu, pela zona rural do município,
disfarçado de Chupa-Cabra, Líder de Cangaço, Homem da Mala Preta ou dele mesmo,
com uma mala cheia de dinheiro, comprando votos para eleger Jurandir, seu
sobrinho, candidato a prefeito de Paulista.
Quiçá, para quem era
ou continua sedo corrupto como o Padre Solon o foi, essa lembrança seja mais um
sinal de sua santidade. Contudo, a verdade é que, depois que o Padre Solon
comprou os votos necessários para ganhar a eleição, invadiu a casa do juiz
eleitoral, na cidade de Pombal/PB, durante aquela Shakespeariana madrugada,
dizendo ele que “o candidato da oposição, Dr. Carrinho, estava com um bando de
pistoleiros procurando-o para matá-lo”. É lógico que o magistrado acreditou no
Padre Solon, principalmente, porque ele ainda tinha dinheiro suficiente na mala
para fazer uma boa “arrumação” ao juiz.
Se o Padre Solon foi
responsável pela escrita daquela carta anônima, não se sabe. O que se sabe é
que, naquela madrugada, sua atuação no papel de Chupa-Cabra ou Homem da Mala
Preta foi digna de um Oscar, pois comprou os votos que queria comprar, o
suficiente para eleger seu sobrinho, Jurandir, e ainda botou a culpa do crime
no candidato adversário. Digo isto porque sou testemunha ocular dos fatos e, à
época, sendo adversário político do prefeito eleito com 416 votos de maioria,
Jurandir Dantas de França, e residindo com minha família em uma edícula de
taipa à Rua Joaquim Félix de Medeiros, soltaram tanta bomba em direção a minha
casa que chegou a derrubar todo o barro de que eram feitas as paredes e até
hoje, quando tusso, ainda escarro sangue misturado com barro. Também fiquei com
síndrome de estresse pós-traumático e com os tímpanos estourados devido às
bombas.
DR. ABINETE VIEIRA DE
ALMEIDA – 1997/2000
Quando
Dr. Abinete Vieira de Almeida foi eleito em 1996, para exercer o segundo
mandato de prefeito de Paulista (de forma alternada), a diferença dele para o
candidato da oposição, Sabiniano Fernandes de Medeiros, foi de apenas 86 votos.
Dr. Abinete não podia falar mal da administração de Jurandir Dantas de França
porque, além de serem do mesmo partido político, PMDB, Jurandir era sobrinho do
Padre Solon. Foi nessa administração que Dr. Abinete fechou o Hospital e
Maternidade “Emerentina Dantas” por improbidade administrativa, desvio dos
recursos da Saúde. Dr. Abinete fazia parte do grupo de “amigos do poder” e inimigos
do povo, acostumado a beneficiar-se da miséria alheia, e resolveu “trair” o
Padre Solon, passando para o lado de Sabiniano. Neste ínterim, ele começou a se
enterrar politicamente, e, com o declínio político do Padre Solon e seu
falecimento em 2006, familiares e partidários do vigário começaram a dizer que
o Padre Solon morreu de desgosto por Dr. Abinete Vieira de Almeida tê-lo
traído.
SABINIANO FERNANDES
DE MEDEIROS – 2001/2004
Quando Sabiniano
aceitou que Severino viesse para o PDT, logo após a vitória de Dr. Abinete em
1996, ele já pensou em se livrar de Dr. Carrinho, o que fez em seguida, para
poder ser líder do partido sozinho. Nesse ínterim, Sabiniano já começou o plano
maquiavélico para se livrar de Severino quando este não lhe fosse mais útil.
Como nenhum partido ou candidato tem um Plano Político para apresentar à
sociedade e convencer os eleitores a escolherem sua proposta, com Sabiniano não
foi diferente. Ele seguiu a linha de acusar seu antecessor, Dr. Abinete, pelo que
não fez, pelo que deixou de fazer e pelo que fez errado, sobretudo, porque Dr.
Abinete fechara o Hospital e Maternidade “Emerentina Dantas” por improbidade
administrativa, desvio dos recursos da Pasta da Saúde. Ainda sobrou um pouco de
veneno para Dr. Carrinho, que acusava Sabiniano de traição. Nesse ínterim, Dr.
Abinete acusava o Padre Solon de traição por não tê-lo apoiado em sua
reeleição. Dr. Carrinho e o Padre Solon acusavam Dr. Abinete de traição e por
falta de vergonha na cara por ter, de última hora, apoiado Sabiniano. Ademais,
Sabiniano venceu a eleição do ano 2000 com 686 votos de maioria em relação a
Dr. Carrinho.
SABINIANO FERNANDES
DE MEDEIROS – 2005/2008
Na campanha de 2004,
Sabiniano teve grandes desgastes políticos e, nos bastidores dos egos feridos, chegou-se
a formar um grupo de dissidentes dentro do PTB para apoiar Severino devido aos
coices que os próprios integrantes do partido recebiam. A Prefeitura era
manobrada, sobretudo, por Cátia ( filha de Sabiniano), Zé Queiroga (genro de Sabiniano)
e Chagas Valério (trambiqueiro de Sabiniano e de todos os prefeitos que forem
eleitos em Paulista), pois Sabiniano só andava em Paulista às segundas-feiras
para almoçar no Coreto e, se fosse o dia em que ele estava de mau-humor,
ninguém chegava perto dele. Naquele momento da história política de Paulista, havia
uma boa parte de amigos do poder e inimigos do povo querendo que Sabiniano
morresse para Severino assumir o seu lugar. Mas, Sabiniano não morreu e venceu
a eleição com 251 votos de maioria em relação a Dr. Carrinho. Sabiniano ficou
muito chateado por ter vencido a eleição de 2004 “apenas” com 251 votos de
maioria. Ora, levando-se em consideração que os auxiliares de Sabiniano: Cátia,
Zé Queiroga e Chagas Valério o deixaram inelegível por oito anos, de certa
forma, quem “salvou” o sucessor de Sabiniano de uma derrota foi o então
Secretário de Saúde do Município, Abraão Xavier de Sousa, que reabriu o
Hospital “Emerentina Dantas”. Assim, Severino
teve que se contentar sendo vice-prefeito do velhinho da cabeça branca. Aí,
Sabiniano era quem queria que Severino morresse antes de 2008 para poder
apresentar Zé Queiroga como candidato a prefeito de Paulista ou, pelo menos,
que Severino fosse derrotado para, com o apoio da nova oposição de Paulista,
que seria o PTB, Sabiniano poder apresentar Zé Queiroga como candidato a
prefeito do partido em 2012.
SEVERINO PEREIRA
DANTAS – 2009/2012
Severino não morreu,
como Sabiniano queria, e foi eleito prefeito de Paulista em 2008 com 2.042
votos, 48 votos de maioria em relação a Dr. Carrinho, mesmo sem poder falar mal
de Sabiniano, seu antecessor. Se Severino tivesse sido derrotado em 2008, já seria
um prêmio de consolação para Sabiniano que votou em Dr. Carrinho para não ver
Severino na prefeitura. Observando o desejo intenso de Sabiniano ver o seu
fracasso, em 2010, Severino começou a dar-lhe um chute na bunda apoiando
Janduhy Carneiro para deputado em vez de Monaci Marques. Logicamente, foi uma
especie de arapuca que Sabiniano armou para pegar Severino, já que Severino só
apoiou Janduhy Carneiro para deputado estadual depois de ter combinado com
Sabiniano. Em retribuição, Sabiniano teve a ousadia de achar que quem tinha
votos em Paulista era ele e não quem estivesse em evidência: Severino. A
humilhação foi grande, pois o candidato a deputado apoiado por Sabiniano obteve
apenas 375 votos. Em seguida, dizendo que, da mesma forma que botou aquele
“Bunda Mole” (Severino) na prefeitura iria tirá-lo de lá, Sabiniano tentou
aproximação com Dr. Carrinho, não obtendo êxito. Obviamente, sendo rejeitado
por Dr. Carrinho, Sabiniano teve que voltar para Severino com o rabo entre as
pernas para se beneficiar, pelo menos, dos salários que seus familiares e
seguidores mais próximos recebem da prefeitura para não fazerem nada.
A atuação de Severino
frente a prefeitura de Paulista, no período 2009/2012, foi aquém do
esperado. Foi um período de grandes
turbulências políticas no qual Severino passou a atuar individualmente sem
dialogar com ninguém do partido. Nesse primeiro e talvez único mandato de
Severino, ele trabalhou em benefício dele mesmo, de sua família, de um bando de
puxa-sacos e de alguns adversários, deixando muita gente descontente com sua
pífia administração.
SEVERINO PEREIRA
DANTAS – 2013/2016?
Se Severino Pereira
Dantas for eleito prefeito de Paulista em 07 de outubro próximo, será por uma
mistura de sorte x incompetência da oposição. Falar mal dele próprio, Severino
não vai falar e não ter de quem falar mal é um grande problema porque os fatos
falam por si e contra fatos não há argumentos. Ele não fez por onde merecer o
voto do cidadão consciente e que tem o mínimo de dignidade. O prefeito em quem
votei e por quem trabalhei para que fosse eleito, Severino Pereira Dantas, é
muito autoconfiante. Ele pensa que, por ter sido eleito prefeito de Paulista em
2008 com 2.042 votos, 48 votos de maioria, os adversários que ele comprou ao
longo desses 48 meses serão suficientes para lhe darem a vitória. Numa análise
mais simples, muitas pessoas decepcionadas com a oposição mudaram o domicílio
eleitoral, mas muitas pessoas decepcionadas com Severino também mudaram, o que
se equivale. Se o prefeito perdeu apenas um eleitor a cada mês haverá um empate
com Laurenice e, mesmo assim, por ser mais velho, ele assumiria o cargo de
prefeito de Paulista. Mas, nesse caso, para os eleitores indecisos é bem mais
fácil votarem em Laurenice e, também, tem Sabiniano que não votou em Severino
na eleição passada e vai continuar não votando nesta. É por isto que digo que
Severino mesmo é o seu maior adversário. Ele nunca pensou que era uma pessoa
boa antes de tentar mostrar que era melhor do que os outros e isto quer dizer
que o orgulho sempre vem antes da queda. Se aqueles adversários políticos de
Severino que foram comprados com empregos e dinheiro desviado dos cofres
públicos perceberem que Laurenice tem qualquer chance de vitória, eles todos voltarão
e votarão em Laurenice e nem será preciso romper com Severino, pois Severino não
acredita em ninguém, mas tem que fingir que acredita, até em adversário. Se
Severino vencer a eleição, esses seus adversários continuarão como parasitas,
como se nada tivesse acontecido. Todavia, será a partir da vitória que Severino
começará a ser derrotado. Mesmo que ele seja eleito com uma larga maioria de
votos e a Coligação Unidos Por Paulista eleja cinco vereadores, Severino ficará
mais uma vez sem fazer a Câmara. A não ser que Severino Pereira Dantas contente-se
com os dois mandatos de prefeito e passe a trabalhar para eleger os candidatos
a deputados indicados pelos seus inimigos políticos e, também, outro candidato a
prefeito em 2016 que não seja o vereador Niltinho. Os seus adversários irão
deixá-lo na tanga já a partir das 19:00h do dia 07 de outubro próximo. Aí,
restará apenas uma dúvida: Será que Severino concluirá o segundo mandato? Dura
lex sed lex - A lei é dura mas é a lei.
Numa
observância literal do terceiro mandamento,
"Não
usarás o nome do Senhor teu Deus em vão”,
Severino e Galega pediam votos “pelo amor de Deus” para que ele fosse eleito
prefeito de Paulista e, quando isso aconteceu, que as pessoas que votaram nele precisaram,
sobretudo, na área da Saúde, muitas pessoas receberam um “não” como resposta
porque Severino colocou-se no lugar de Deus e assumiu um papel de Deus
vingativo e perseguidor.
Autor:
Abel Alves







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