Da mesma forma que há
a possibilidade de votar em Maria Laurenice Pereira de Oliveira para o cargo de
prefeita deste município, como ainda há a possibilidade de continuar votando em
Severino Pereira Dantas, nosso atual prefeito, para o mesmo cargo, o que só
depende de uma “conversa”, creio que a decisão de apenas parte das oposições
paulistenses (já que a outra parte da oposição está com o prefeito) de
apresentar o nome de Laurenice para disputar as eleições de outubro próximo com
Severino é mais uma decisão forçada e desesperada do que qualquer outro
sinônimo que possa qualificá-la. É o que se pode chamar de “abraço dos
afogados”: Quando alguém está se afogando no oceano da vida, na tentativa de
sobreviver, ele se agarra a qualquer coisa, até mesmo a uma serpente venenosa;
e, se houver outros indivíduos em igual situação, todos eles se agarram uns aos
outros e morrem unidos pela sua própria desunião, o que constitui o abraço dos
afogados.
Como se sabe, houve
um empate técnico nas eleições para prefeito em 2008.
Severino obteve 4.042 votos, 50,3%, e Carrinho obteve 3.994 votos, 49,7% dos
votos válidos. Isto prova que a oposição de Paulista sempre foi muito forte sob
o comando de Carrinho. Todavia, com esse empate técnico, todo mundo da “oposição”,
e cada um individualmente, achou que poderia “ganhar” o poder sem o menor
esforço: A inveja e a ganância são tão inconvenientes e atrevidas que a pessoa
prejudica outras pessoas, inclusive, através de seu próprio prejuízo. Em vez do
partido derrotado apenas por 48 votos reunir-se em prol da elaboração de um
programa de trabalho que servisse de parâmetro para o eleitor comparar e
escolher a melhor proposta, todos tentaram sobreviver das migalhas do fracasso
alheio.
O eleitorado de Paulista, formado por uma
parte de “Maria vai com as outras”, até mesmo um pouco mais de 3.994, 49,7%
dos eleitores, por não ter uma realidade palpável ou uma esperança promissora
com que se agarrar, evadiu-se. Muitos transferiram o domicílio eleitoral,
sobretudo, para São Bento; outros, sob a premissa de que “em terra de sapos, de
cócoras com eles”, aliaram-se ao prefeito e, ainda, outra parte considerável
desses eleitores da oposição, por medo de mais uma derrota certa, evidente,
inevitável, prefere anular o voto ou não votar em nenhum dos candidatos.
Em suma,
ou a oposição de Paulista pensa grande e faz por onde merecer a confiança e o
repeito do eleitorado ou jamais passará de oposição e somente será percebida
quando for para ser pisada e esmagada pelo rolo compressor da situação. Todavia,
parabenizo a vereadora Maria Laurenice Pereira de Oliveira pela coragem depreendida
para enfrentar o sistema, pois, nas atuais conjecturas políticas, ela somente será prefeita de Paulista se
houver um milagre e, ainda, se ela for merecedora desse milagre.
Autor: Abel Alves
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